segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Por quê tão coberta?

A revista Elle no mês de novembro resolveu dedicar sua edição às mulheres no cinema, como a Reese Whiterspoon, Penélope Cruz e a querida - e plus size - Melissa McCarthy. Foram feitas varias caps com essas atrizes para a edição. Pra quem não sabe, Melissa é a protagonista do seriado Mike & Molly, ganhadora do Emmy e uma das atrizes mais versáteis e engraçadas de Hollywood. Isso sem mencionar que eu a acho linda. Pra mim, ela será eternamente a Sookie de Gilmore Girls -seriado que eu amava e que acabou em 2007. Este artigo é baseado nessa matéria aqui: MATÉRIA. Tá em Inglês então eu pensei em apresentar o artigo mas com minha versão em Português. A autora é 

Mas vamos à capa da revista:



E é ai que surge a questão. Enquanto uma parcela do mundo plus size comemorava o fato de uma gordinha estampar a capa de uma revista importante como a Elle outra parte se questionava porque a atriz estava tãããããããããão coberta. Pode até ser porque a edição é de outono (novembro nos EUA é outono) mas a Reese por exemplo na outra opção e capa está num vestido lindo e sexy e Penélope Cruz está num lindo e natural close do seu rosto, então eu não acho que esse argumento seja válido. Olha só que linda a nossa eterna Elle Woods de Legalmente Loira:



O que eu acho é que Melissa pode mais.Ela podia um look melhor, ela é uma plus size sem medo das suas curvas, ela poderia estar num look mais audacioso. Se a decisão é por conta da estação do ano - coisa que eu duvido - uma coisa tem que ser dita; o casaco é lindo! Mas, de novo, acho que Melissa merecia uma coisa mais poderosa, como diria Tyra Banks, mais FIERCE (ousado).

Bom, então fica a discussão: vocês acham que Melissa está coberta de modo a esconder o corpo plus size? Vocês acham que foi uma decisão editorial baseada apenas na estação do ano? Comentem aqui a opinião de vocês! 

Beijos! Ana Paula. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Moda praia para para todas!

Voltar ou não voltar a blogar, eis a questão! De qualquer maneira já tem umas semanas que ando coçando pra escrever então vou pegar o embalo e mostrar uma coisa bem bacaninha que achei na net agorinha mesmo. O verão tá chegando se essa chuva deixar  e com ele a gente pensa em praia, calor, piscina e porque não em sensualizar numa roupa de banho, seja ela um maiô ou um bikini. Sou #teammaiô por motivos de minha barriga é mais branca que o resto do meu corpo, vou me sentir o Ross quando foi fazer bronzeamento artificial. De qualquer modo todo verão é a mesma coisa: eu saio à caça do maiô perfeito e tudo que encontro é... decepção. Sério. Ano passado eu fiz uma compra virtual de um maiô que eu achei que seria perfeito pra mim. Não foi muito caro, mas quando a peça chegou eu não consegui disfarçar a frustração. O maiô era pequeno - pro tamanho 56 que eu pedi ele era minúsculo - e o tecido pinicava, nada que fosse durar um verão indo de piscina pro mar (nessa época eu me jogo na água mesmo). Tive que me virar com os velhos, um inclusive que está praticamente rasgando de tanto que eu uso e outro mais novo, mas de caimento duvidoso. Enfim, fiquei frustada e jurei nunca mais comprar sem antes experimentar. Dai que hoje por um acaso qualquer eu cliquei nesse link e estou morrendo de amores até agora. O nome do site é Swimsuits For All ou Moda Praia Pra Todas (ou Roupa de Banho Para Todas, como quiserem). Eu fiz uma seleção das 10 peças que eu compraria se eu fosse RYCAHHHHHH se pudesse agora mesmo!

All rights reserved to Swimsuits For All

Começando pelo número 1, acho DIVO e provavelmente muito confortável. Esse reforço na barriguinha também ajuda a manter a firmeza nessa região. O número 2 é clássico P&B lindo, acho elegante. O número 3 é mais esportivo mas essa abertura com zíper eu acho ZEGSY e essa listra vermelha ajuda a alongar (tem em outras cores). O número 4 ajuda a criar uma cintura mais definida e eu acho isso lindo mas não curto o decote que pra mim é muito fechado. O número 5 é baphônico, nunca tinha visto nada parecido e ele é uma peça única! Achei a ideia legal se você vai à praia fazer exposição de figura, mas não sei se ele seria prático pra quem nada muito. O número 6 é lindo e também diferente de tudo que já tinha visto e esse decotinho deixa a gente mais 'formosa' né? O número 7 tem o mesmo problema do decote, mas eu AMEI a estampa e a escolha de cores. O número 8 eu confesso que é o único que eu não compraria mesmo, mas achei a proposta tão diferente que resolvi incluir. Inclusive a loja tem várias peças desse tipo que eles chamam de sarongue. O número 9 é de um ombro só e eu acho sexy, mas não me bronzearia com ele #marquinhafeelings. E o número 10 parece maiô de filme, de novo uma proposta bem diferente do que a gente tá acostumada. No geral eu gostei muito das peças, único ponto em desvantagem é que eu acho algumas modelagens muito fechadas tanto no decote quanto no bumbum e o fato deles praticamente não terem os nossos bikinis, nem no formato sunkini - que é aquele de calcinha mais compridinha. Eles tem uma seção chamada Tankinis em que a ideia é usar uma camisetinha (no mesmo tecido do maiô) com uma calcinha (que parece ser aquelas de sunkini, bem larguinhas mesmo). O único tankini que parece um bikini é esse: 

All rights reserved to Swimsuits For All. PREÇO (em dólares): $54,40


De qualquer forma vale visitar essa seção do site, tem muita coisa bonitinha. Uma ideia de outros tipos de tankini pra vocês verem:

All rights reserved to Swimsuits For All. PREÇO (em dólares):$39,90
Ai você pode usar essa calça menor mas se você não gostar tem modelagem com shortinho e até com saia. E o legal é que você compra as partes separadas, então se você veste uma numeração em cima e outra embaixo não tem problema. E a numeração vai até 62 em alguns modelos. Tem outras coisas legais no site tipo saídas de praia:



                                  All rights reserved to Swimsuits For All. PREÇO (em dólares): $29.40 e $19.20 respectivamente.


E por último esse vestido-maiô que também é algo que nunca vi aqui e eles tem uma linha inteira:

All rights reserved to Swimsuits For All. PREÇO (em dólares): $40.60

Eu confesso que fiquei encantada com a profusão de cores, estampas e modelagens. Acho que um país tão tropical e porque não dizer praiano quanto o nosso merecia que TODAS as mulheres tivesse acesso a esse tipo de roupa. Vocês vão me dizer que já tem marca nacional fazendo isso e eu tenho que concordar, já tem mesmo, mas algumas delas com preços exorbitantes. No SFA (Swimsuits For All) as peças variam entre 14 e 60 dólares (de 32 a 137 reais em média), agora aqui o maiô que eu queria não saía por menos de 230 reais, quer dizer quase 100 reais a mais. Agora essa postagem NÃO é pra criticar a nossa indústria nacional não, é apenas para inspirar, ilustrar e quem sabe sonhar com o dia em que teremos essa variedade toda de forma acessível onde nosso único dilema será quais as peças levaremos pra casa. E eu espero que estejamos caminhando para essa realidade e reconheço que algumas marcas tem feito o seu melhor em desenvolver peças de bom gosto e qualidade. É só que eu acho que esse bom e essa qualidade ainda não chegam para todas. E esse post não foi pago, eu fiz pelo prazer de mostrar ás pessoas que a gente pode e deve levar nosso corpinho pra praia, pra piscina sem medo de ser feliz. Tamanho não é problema e eu espero que diversidade nas modelagens e nos preços deixem de ser também muito em breve! Beijos, Ana Paula.

Site: http://www.swimsuitsforall.com/




quarta-feira, 8 de maio de 2013

Gordo NÃO PODE!

Mas vejam vocês que ninguém está salvo de dizer bobagens nesse mundo. O CEO (ou presidente) da  Abercrombie & Fitch, conhecem a marca? Eu mostro:

Difícil mesmo foi achar uma foto de gente realmente vestida com a roupa, rs.
Bom, o presidente desta ilustríssima companhia - Mike Jeffries - declarou que não quer gente gorda vestindo suas roupas. O motivo? O público-alvo da marca são as pessoas bonitas e segundo ele as pessoas bonitas ficariam frustadas vendo gordinhos em suas peças. Ele explica ainda que o motivo da marca ter muitos GG e EXG em suas peças é que elas são feitas pros caras sarados, que não entram em qualquer camiseta. NÃO É PROS GORDOS VIU??? Essa é apenas uma das pérolas que esse cara disse. Nesse link aqui vocês podem ler 13 pérolas que Jeffries soltou por ai, vou traduzir algumas para vocês: 

"Em toda escola tem os jovens legais, populares e também os não tão populares assim".
"Honestamente, nós estamos atrás dos jovens legais. Nós estamos atrás do jovem tipicamente atraente americano com uma boa atitude e muitos amigos. Muitas pessoas não pertencem às nossas roupas e não podem mesmo pertencer."
"A Abercrombie está interessada apenas nas pessoas com barriga de tanquinho que parece vão pular numa prancha de surf a qualquer momento".

Ou seja, eu não ouvia/lia tanta besteira desde que vi Meninas Malvadas. Porque esse papo de "jovens populares e tals" é tipicamente high school né? O problema é que quando ele dá declarações do tipo ele vai continuar perpetuando o biotipo do jovem americano, zagueiro do time de futebol, sarado, que namora a cheerleader gostoso e etc e tal. A gente vive num mundo que vai além dos filmes de Sessão da Tarde e do The O.C. Mas a mídia vai continuar propagando essas coisas que nem começam a refletir o que é o jovem americano. E o resultado é esse monte de atentado em escolas, mortes e etc, porque as crianças sentem isso mesmo que esse senhor descreveu: QUE ELAS NÃO PERTECEM. Mas não só à Abercrombie, elas sentem que não pertencem ao mundo. Porque segundo meia dúzia de idiotas o mundo pertence aos sarados que vão surfar. Mas faça-me um favor em que realidade essas pessoas que dizem essas coisas vivem?  O pior é que ele diz não dar a mínima pra opinião de quem não é público-alvo da marca dele, ou seja, eu posso me rebelar o quanto quiser, o que ele está dizendo é que não interessa porque ele não quer vender pra mim. Tem nada não, seu Jeffries, eu prometo NUNCA comprar nada da sua marca tá? 

Fonte:  http://sempaleto.com.br/2013/05/08/ceo-da-abercrombie-fitch-nao-quer-pessoas-gordas-usando-suas-roupas/

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vigília da imagem

Eu não sei vocês, mas eu fui gorda uma vida inteira. O que quer dizer que todo mundo SEMPRE me conheceu gorda. Dos meus familiares ao meu namorado, eu sempre fui essa mesma Ana, gorda. Acho que até por isso, não existe uma vigília constante sobre como anda o meu peso. Quero dizer, eventualmente alguém me pergunta sobre emagrecer, sobre eu estar mais magra ou gorda, mas isso é tão espaçado que eu realmente não me sinto pressionada. Aos 32 quase 33 anos as pessoas - eu acho - se conformam com o seu peso. Pessoas que você conhecem agora podem até dizer algo, mas a sua família, seus entes queridos a essa altura já amam você como você é. Eu estou escrevendo essa introdução longuíssima pra comentar que estava lendo este texto aqui => E se sua mulher engordasse e é claro que partilhei no Facebook com direito a muitos comentários e polêmicas. Pra resumir, o texto fala da mulher do ator Pierce Brosnan - o penúltimo James Bond - com quem ele está casado há 15 anos e que ganhou alguns quilos ao longo dos anos. O autor do texto, Alex Castro, que eu não conheço, fala com brilhantismo sobre como as pessoas se chocam pelo fato de Pierce não ter largado a mulher e como isso é absurdo. Estou resumindo o texto ao mínimo porque acho que vocês deveriam lê-lo, então cliquem no link por favor! Depois de ler a reportagem eu fui a um dos sites que Alex cita chamado Celebrities Getting Fat (algo como Celebridades Engordando) simplesmente porque me surpreendi com um site com esse nome. Na minha cabeça ninguém jamais criaria algo do tipo. Tá, eu sou inocente, pelo menos nesse aspecto eu juro que fui pega de surpresa (muito embora eu me lembre do site Ego fazendo isso, mas em algumas notas, não uma página inteira dedicada a isso). Mas enfim, cliquei lá - NÃO VOU DAR O LINK, ME RECUSO A DIRECIONAR VOCÊS PRA ESSA PALHAÇADA - e confesso que fiquei abismada com a quantidade de lixo que li. E ai me vem de novo a palavra VIGÍLIA na cabeça. Porque esse tipo de site com suas publicações basicamente não comentam apenas dos que já são gordos. Eles estão de olho na Beyonce, na Kim Kardashian. Se elas engordam uma miligrama, lá estão eles comentando sobre como as "coxas da Beyonce estão maiores". Um nojo absoluto! Chamadas do tipo: "Fulano de tal deveria ficar de camiseta" quando um famoso está andando de bicicleta sem camisa ou "Cristina Aguilera está mais gorda ainda"? Enfim, eu senti sobre os famosos essa vigília constante sobre a imagem. Não basta ser famoso, ser seguido por paparazzi o tempo todo e as vezes não ter sossego pra ir num shopping. Você também não pode engordar NENHUMA miligrama porque tem quem se ocupe do seu peso. Hollywood vende esse sonho dourado de que seremos magros e lindos pro resto da vida e ainda de que se é feliz apenas sendo magro - conte ai quantos filmes tem um protagonista gordo se dando bem, sem ser ridicularizado e me diga - e o pior é que as pessoas, nós, meros mortais acabamos comprando essa ideia. Passamos a vigiar e a acreditar que se a pessoa vive de imagem, essa imagem tem que ser magra e jovem - porque também tem aquela vigília com a idade que é assunto pra outro post - PRA SEMPRE. Gente, vamos afrouxar os padrões. Mas não é só pra nós, pessoas comuns. Vamos afrouxar o padrão pra todo mundo. Se a Britney Spears engordar amanhã que ela não precise cair no crivo e na crueldade de todo mundo. Afinal, cada um faz o que bem quer com seu corpo. E gente, a atitude de Pierce Brosnan não deveria causar choque. Oras, quando você se casa com alguém, se casa apenas com o corpo? Pessoas envelhecem, corpos mudam, cabelos caem. Pra mim, o casamento é um acordo feito não apenas com base no material que a pessoa tem. Casa-se com o outro pela sua essência. Ou não? Estou sendo inocente mais uma vez? Comentem ai e me digam! 

Beijos, Ana Paula. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Será que elas são?

Bom dia!
Já faz um tempo que escrevi um post sobre Crystal Renn perguntando se ela era plus size ou não. Hoje me deparei com uma matéria - alguém postou no twitter - mostrando lindas modelos que o mercado considera plus size e questionando a nomenclatura. Alguns exemplos: A matéria na íntegra está aqui

Robyn Laeley

Laura Wells

Ashley Graham
Que a moda americana plus size encolheu, é um fato. A própria Crystal Renn ficou magrinha. Ela tem todo direito, não é essa a discussão aqui. Voltando, todas essas modelos que vocês estão vendo vestem mais ou menos o tamanho 40 e é isso que me assusta um pouco,de repente o tamanho ficou grande demais pra moda? E que tipo de corpo a moda está buscando? Tamanho 30? Eu não tenho nenhum problema em ser representada pelo tamanho quarenta, desde que a indústria não se esqueça NUNCA e jamais que a gama de tamanhos plus size pode começar no quarenta, mas ela pode ir muito, muito além. E era isso que eu queria dizer com toda essa introdução. Porque não me adianta fazerem roupas ditas plus size e criarem coleções lindas na C&A se elas vão até o tamanho 50. É uma limitação do plus size. A gordinha que vai até a loja se frusta mais uma vez porque de novo, não tinha no seu tamanho, muito embora ela tenha acreditado na premissa de 'tamanhos maiores'. Confesso que sou uma consumidora desconfiadíssima. Exemplo faz anos que não entro na C&A, Riachuelo, Renner e Marisa pra procurar roupa. Eu descobri que a Leader tem uma sessão plus que me satisfaz simplesmente porque é uma sessão consideravelmente grande, eu consigo achar de um tudo. Nem sempre me agrada a modelagem ou o preço, mas eu não posso dizer que eles não tentam e por isso eu meio que fidelizei. Ainda continuo indo na especializada plus size, aquelas que vendem até tamanho grandes mesmo ou mais simplesmente porque lá eu sei que vou achar o meu tamanho, mas infelizmente as lojas são poucas e a variedade dentro delas não satisfaz. Então vocês vejam o dilema da moda: temos a procura, a oferta continua minúscula. Tem muito mais gente fora do padrão procurando roupa do que loja oferecendo - com qualidade né gente - e quando elas oferecem a gente tem que contentar com falta de opção e preço lá em cima. Vocês acham que eu divergi muito do assunto principal? Bom, deixa eu tentar dizer pra vocês a minha lógica: meu medo é que a indústria foque num plus size que não vai atender a maioria gorda, se o padrão vigente me diz que 40 é um tamanho grande, a loja vai começar no 40 e acabar no que, no 50? Eu quero roupa pra quem está à margem do padrão - acontece que eu estou nessa margem - pro 50, pro 52, 54, 56, 58, 60, 62 e por ai vai. Acho lindo o mundo se abrir pro plus size, mas quero ver além de qualquer editorial da Vogue - não me entendam mal eu acho lindo a gente ter chegado na Vogue, mas NÃO É TUDO, sorry - eu não quero ter que achar lindo na verdade termos chegado em lugar nenhum simplesmente porque acho que a mulher gorda não tem que conquistar nada. Não temos que conquistar espaço em mídia, em novela, em moda. O lugar JÁ É, SEMPRE FOI  nosso. A mulher real - seja ela gorda, magra, alta, baixa - já é cadeira cativa neste mundo, afinal somos nós as mulheres reais que sustentamos essa porra de mercado, que geramos os bilhões que são gastos com roupas, sapatos, cosméticos e etc não é mesmo? Então dá licença, eu praticamente já me considero dona do mundo, não tenho que conquistar o que JÁ É MEU. E no meu mundo eu quero roupas pro meu tamanho SEJA ELE QUAL FOR. 

Fui clara?????

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Projeto FullBeauty

Uma amiga publicou isso no Face há pouco e eu achei que devia compartilhar (thanks Mari Mello). Um fotógrafo italiano Yossi Loloi (o site ainda tá em construção, mas já fica a dica) criou um projeto chamado FULLBEAUTY PROJECT que consiste em fotografias artísticas de mulheres obesas nuas. Na página do projeto (http://www.fullbeautyproject.com) o artista justifica seu trabalho da seguinte forma: 

"No meu trabalho eu retrato o que mulheres grandes representam para mim. Eu foco em sua plenitude e feminilidade como forma de protesto à discriminação que é feita pela mídia e pela sociedade de hoje. O que as mulheres grandes significam pra mim é simplesmente uma diferente forma de beleza. Eu acredito que nós possuímos 'liberdade de gostos' e ninguém deveria se sentir relutante em expressar suas inclinações para o que gosta." (tradução minha)
E vamos às fotos:





Eu achei o trabalho interessantíssimo e não estou fazendo uma apologia à obesidade de forma alguma, mas achei interessante que essas mulheres estejam sendo retratadas EXATAMENTE COMO SÃO. Quantas vezes a gente não encolhe a barriga, põe as mãos pra frente, se inclina pra não deixar alguma gordurinha à mostra? Quantas vezes a gente tem vontade de retocar uma foto porque "NOSSA EU TÔ MUITO GORDA". Lembro de uma amiga que, ao não gostar de uma das fotos do aniversário de outra amiga sem querer apagou TODAS as fotos que havíamos feito naquele dia. Bom, fica a sugestão pra vocês. Depois me contem o que acharam. Beijos. Ana Paula. 

Fonte: Mistura Urbana