domingo, 21 de junho de 2009

Será que você ainda vai ouvir falar dela? MeMe Roth


Vocês sabiam que nos Estados Unidos existe um Movimento (ou Ação) Nacional Contra a Obesidade?Nem eu, descobrí agorinha enquanto fazia uma leitura de alguns fat-blogs que eu adoro muito. Criada por uma relações públicas (e agora uma "conselheira da saúde" como ela se auto entitula) chamada MeMe Roth o MNCO é uma associação "totalmente voluntária dedicada a reverter a crise de obesidade eliminando aceleradores de obesidade e doenças contidas nos alimentos, eliminando a má alimentação servida às crianças em escolas e centros infantis e erradicando a Obesidade de Segunda Mão (isto é, obesidade que passa de uma geração a outra) além de encorajar exercícios para todas as idades". O MNCO se preocupa com a alimentação das crianças, motivo pelo qual MeMe foi até a YMCA (a Associação Cristâ de Moços americana) pedir para que outro tipo de lanche fosse servido às crianças e não os eventuais lanches cheios de calorias e gorduras. Além disso, no site do MNCO foi lançado um boicote à compra dos famosos biscoitos vendidos pelas escoteiras dos EUA. Exagero ou não, num ponto eu concordo com MeMe: a nossa alimentação tem passado por diversas mudanças e eu acredito que o mundo esteja comendo mal ultimamente, até porque uma alimentação saudável (como já falamos aqui) às vezes custa muuuuito mais caro do que um fast food ou uma comida pronta. Acho que campanhas como essa não devam ser desencorajadas, porque é fato que as crianças precisam comer melhor, pelo menos eu acredito que exista diferença do que as crianças comiam na minha época para o que elas comem hoje, pois a gama de produtos industrializados é infinitamente maior. Mas por outro lado, certas declarações feitas por ela, me incomodam profudamente e denotam uma relação problemática com o próprio peso e a comida: Quando eu estava no jardim de infância ninguém me ensinou a ter vergonha da obesidade até o dia em que, no meu aniversário, minha mãe viria trazer o bolo para a minha sala, eu abaixei a cabeça porque eu sabia que dentro de minutos a minha mãe estaria alí e todo mundo ia saber que a minha mãe era gorda. Eu me sentí com vergonha. Eu fiquei grata porque no final do quarteirão tinha uma mãe mais gorda que a minha mãe. Declarou MeMe certa vez.

Acredito que a preocupação com a saúde, com aquilo que comemos é algo totalmente válido, afinal hábitos saudáveis levam a uma vida saudável, pelo menos é no que acredito. Mas, espalhar uma estigmatização ou um olhar preconceituoso não é nada saudável. Querer combater a obesidade no sentido de ajudar é efetivo ou pode ser efetivo, desde que ninguém precise ser humilhado e perseguido por isso. E que ninguém tenha vergonha de ser o que é, porque viver com vergonha, como no relato acima dado por MeMe é na minha opinião uma prova descomunal de falta de maturidade. Saúde sim preconceito não, Meme.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O "imposto gordura"


Tudo bem, eu estou ligeramente atrasada nas notícias, mas isso não me impede de não me chocar com as coisas que leio por ai. Estava lendo uma reportagem na Folha Online sobre a pressão sofrida pelos obesos, tal como é feito com os fumantes (a reportagem é de alguns meses atrás). No Estado de Alabama, nos EUA a partir de 2011 um imposto será cobrado dos funcionários públicos obesos que não se cuidarem (o que afetaria cerca de 37 mil funcionários do estado) O valor é de $25,00 e para os funcionários não obesos, a assistência médica continua gratuita. Vale lembrar que os fumantes no estado do Alabama também pagam o valor de $25,00 ao estado. O governo do Alabama afirmou que vai manter um programa de ajuda aos seus funcionários (como o Vigilantes do Peso) para que eles obviamente não paguem as taxas. Eu fico me perguntando se ações como esta adiantam alguma coisa, se elas visam mesmo o bem estar dos obesos, se elas não são restritivas e punitivas demais. Como a medida das companhias áreas americanas que eu já relatei por aqui também. Bom, eu então fui pesquisar sobre o que seria esse imposto gordura e descobrí que tem dois tipos diferentes de imposto com o mesmo nome. Um deles é esse que eu relatei acima, cobrando mais imposto das pessoas obesas, em nome da saúde e também da natureza pois acredita-se que obesos consumam mais energia e portanto seríamos diretamente responsáveis pelo aquecimento global. Um outro imposto - e que na minha opinião é também mais interessante - é o imposto sobre alimentos gordurosos e não saudáveis como os do tipo fast food e similares. Vocês já repararam que comida saudável é mais cara do que a chamada junk food? Quando você está de dieta e vai ao supermercado com aquela lista de produtos light ou naturais você acaba pagando mais caro do que pagaria se fosse à lanchonete e comesse uma coxinha e uma coca. O imposto sobre os alimentos gordurosos aumentaria então o preço desses alimentos diminuindo seu consumo. No entanto, a proposta esbarra numa série de argumentos como: o governo não deve interferir na vida das pessoas, nem mudar o seu poder de escolha, a burocracia "daria trabalho", não existe consenso sobre que produto taxar, isso poderia atrapalhar financeiramente a vida das classes mais baixas - em nenhum momento eu lí nada que falasse sobre baixa de preços de frutas e verduras, portanto só o aumento das comidas mais baratas e gordurosas não ia adiantar muito - e os estados que adotaram essa medida não tiveram uma baixa significativa de peso dos seus habitantes ou seja, se é efetivo ou não, nós não sabemos. Eu acho que querer que sua população se alimente melhor ainda é mais válido do que apenas punir quem está acima do peso porque como nós sabemos a obesidade não está relacionada apenas a hábitos alimentares, existem deficiências no metabolismo que podem contribuir e nesse caso não há programa de governo que ajude. Mas enfim, essa é só a minha opinião. E ai,eu lanço a vocês uma pergunta: O que vocês acham disso? Vocês acham que um imposto poderia fazer as pessoas se alimentarem de forma mais saudável? Adotar hábitos mais saudáveis? Dê sua opinião aqui nos comentários ou mande pelo email: mundogege@gmail.com .

Beijos!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PZI jeans


Bom, não é novidade para ninguém que eu sempre vivo a espreita de coisas legais para escrever por aqui e eu estou sempre procurando nos lugares mais variados. Foi no maravilhoso Curvy Life que eu lí pela primeira vez sobre os jeans PZI. Bom, eu vou explicar: os jeans PZI foram criados para mulheres como eles mesmos dizem "com curvas". Não é um jeans específico para gordas ou magras, mas é um jeans que respeita e entende que o corpo de uma mulher pode ter diferentes proporções. Porque me digam vocês: quantas vezes vocês já experimentaram uma calça jeans que ficou perfeita nas coxas, mas um desatre na barriga? Ou ela ficou perfeita na cintura mas o seu bumbum ficou "quadrado"? Ou ela sobra numa área? Ou a cintura é muito baixa? O jeans PZI promete vestir bem a mulher da cintura até a barra e eu confesso que achei a proposta bem legal. No site - em somente em inglês infelizmente - eles ajudam a calcular o tamanho do seu jeans medindo a cintura, quadris (e eles enfatizam que a medida do seu quadril é essencial para encontrar o jeans certo) e a sua altura. A única desvantagem no momento para nós em terras tupiniquins é que os jeans PZI não chegaram aqui ainda, mas são vendidos nos EUA e em alguns estados do Canadá, portanto, se você tem algum conhecido lá pode encomendar (rs). Os jeans custam em média de 60 a 100 dólares e você pode argumentar que não são muito baratos e eu concordo (rs) mas enfim, não é todo dia que encontramos jeans que vestem bem não é mesmo? E quando comprarem, por favor, venham aqui me contar (rs). E se vocês conhecem qualquer marca aqui no Brasil que vista bem mesmo os nossos corpos curvilíneos, comentem aqui, please! Deixei uma imagem dos jeans e o endereço do site está espalhado pela matéria toda inclusive na imagem. Mesmo que vocês não entendam o site em inglês vale a pena ver algumas fotos dos jeans. Beijos.