sábado, 28 de março de 2009

algumas considerações...

Bom gente, que fique clara uma coisa: nesse blog eu pretendo fazer um mix de tudo que vejo de melhor na Internet para nós, pessoas GG. Isso inclui é claro visitar alguns sites e parafrasear algumas das melhores coisas que vejo por ai. Plagiar, jamais. Sempre citarei as fontes, mas não vou abrir mão de mostrar algumas coisas que eu vejo de bacana, especialmente aquilo que eu encontrar em inglês, já que nem todo mundo tem acesso ao idioma né? Outras coisas eu vou escrever de "próprio punho", me arriscando porque não sou muito boa na escrita, mas já que fiz um blog, "bora" tentar! Acho importante também colocar aqui a minha experiência de todos os dias, o que eu penso, o que eu sinto. Aceito sugestões se por acaso alguém as tiver ou caso alguém sinta vontade de compartilhar alguma coisa. Posto aqui e é claro que identificarei o autor. Estou explicando isso porque eu citarei muito matérias que estão no Curvy Life ( o link está na seção LEITURAS PLUS SIZE) porque eu simplesmente amo esse site e como elas estão em inglês eu acho super legal trazer as matérias para a nossa língua para que todos possam ler. Então é isso pessoal, considerações feitas, vou-me. Um beijo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Gorda, gordinha, fofinha, obesa?


Antigamente eu tinha um problema muito sério com a palavra GORDA. Podiam me chamar de qualquer coisa, mas gorda era para a minha "a morte". Eu ficava satisfeita com um fofinha, engolia um "gordinha", mas gorda não. Lí em algum lugar que algumas mulheres preferem perder 15% do seu salário do que serem chamadas de gorda. A palavra gorda incomoda. Gordinha não, gordinha é mais carinhoso, mais gentil. Gordinha, fofinha são atenuantes, é uma maneira diminuta e mais delicada de dizer gorda. Gorda não. Gorda é pejorativo, é negativo, é xingamento. Obeso então nem pensar, obeso parece coisa de doente, você é obeso, está condenado, ninguém quer ser chamado de obeso. Mas ainda acho que as pessoas temem mais o gordo mesmo. Mas porque isso? Porque eu me contento com "gordinha" mas gorda me ofende? É porque gordinha é diminutivo e assim eu acho que posso estar de uma certa forta negando o meu peso à mim mesmo? Eu não tenho a resposta, o que eu estou levantando é uma hipótese apenas, porque algum significado há de ter. Lembro-me de quando eu comecei a dar aula e tinha alunos na faixa dos 6 anos de idade - e todo mundo sabe o quão cruel uma criança nessa idade pode ser - eu torcia para que nenhum deles nunca me chamasse de gorda. Eu tinha medo do bullying dos meus próprios alunos! Eu tinha medo de ouvir que era gorda. Como isso passou? Pra mim foi mais ou menos simples: eu comecei a entender que ser gorda é tão característica minha como ser branca ou ter olhos cor de mel e eu não me ofendo se ninguém aponta essas características em mim. Então não motivo em se ofender com algo que se tem plena consciência do que se é, certo? Por isso eu sempre uso gorda, assim, sem nenhum paleativo ou diminutivo para aliviar, eu escolho gorda pelos meus motivos. Tem algum problema com meu peso? Nunca viu uma gorda? Pois eu sou, eu sou gorda, sem levanter nenhuma bandeira, mas gorda, eu, Ana, faz parte do que eu sou. Não discrimino que queira ser chamado de gordinha, quem ache gorda abominável, mas enfim esse post é só pra explicar que para mim não é ofensivo, até porque eu usarei bastante essa nomenclatura. Entendidos?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Texto interessantíssimo!

Diário de um gordo (em dieta)

Austeróbilo - Publicado em 06.03.2009, às 16h58

Querido Austeróbilo**,

Reavaliei minha vida hoje. Senão minha vida, meu corpo. Descobri que faço parte de uma minoria desgraçada. Sou gordo. Não me entenda mal, ser gordo não é, de longe, um problema. Problema é o que vem 'de graça' ao ser visto como gordo. Ser gordo é ser considerado simpático e hilário, mas do tipo que compensa rejeição social, com piadas e gentilezas. Não existem gordos felizes ou gordos cafajestes. São apenas gordos. E suas vidas são determinadas pelo 'mundo', literalmente, ao seu redor.

Nós, gordos, não somos julgados por nossos comportamentos e culturas, mas pelos olhos que nos veem. Hoje, sou convencido que todo gordo é feio. O máximo que atingimos é um 'mas tem um rosto bonito’ (vale ressaltar o 'mas'). Claro, isso, se for pobre. É fato que rico bonito é uma redundância, independente de sua circunferência. De que outra forma Fausto Silva seria casado com uma modelo loira? Ou existe outro motivo para uma mulher suportar toda vez que tenta completar uma frase, ouvir um 'ô, louco, meu', no pessoal e no profissional?

Mais destrutivo que isso, só a idéia de que os gordos são assexuados. Nenhum de nós é desejável, de forma alguma. Por certo não conhecem uma prima minha, que no alto da sensualidade de seus 107kg, é conhecida por toda a Torcida Jovem do Sport. E basta que ela passe, para que eles levantem a ôla.

Confesso que nunca fui de dietas. Odeio frutas, verduras e matos afins. Então nem me arrisco. Acho graça ao ver os que tentam substituir refeições, por exemplo. Daqueles que deixam de comer os velhos dois pratos no almoço e já fazem muito ao 'enrolar' com um mísero ovomaltine e uma bomba de chocolate. A redução alimentar, então, é a melhor. Sujeito chega e pede um, apenas um mísero, chese-bacon-rosbife-burger com fritas (porque o normal seria ele comer três) e completa na maior cara de geração saúde 'e uma coca light, por favor'.


Não me arrisco também em academias. Não suporto esse bando de marombeiros. Não tem jeito, para mim, o corpo é esculpido às custas do atrofio do cérebro. E só a idéia de ter uns três seres destes sorrindo e olhando enquanto o gordo se estica todo nas máquinas é inconcebível. Estudei muito na minha vida para terminar servindo de palhaço.

O que mais me impressiona quando decidimos fazer dieta é o fato de termos nossa vida limitadas à alimentação. Normalmente, instaurado o ócio, planejamos o que vamos fazer mais tarde. 'Acho que vou pegar um cinema' ou 'Vou visitar fulano'. Em dieta, não tem jeito. Estamos de manhã pensando 'o que eu vou comer no almoço?' ou 'será que vou ficar com fome?'.

Austeróbilo, nesse momento Oprah, decidi mudar de vida. Decretei dieta urgencial. Perdoe-me se nos próximos dias vou maldizer tudo e todos. Perdoe-me se meu sarcasmo atingirá o limite do bom gosto. Perdoe-me as grosserias. Mas se para ti já sou feio, pobre, palhaço e assexuado, agora já também não como. Tenho direito de pelo menos mandar-te à...

**Não tenho coragem de começar com o velho 'Querido Diário'. Já não basta o ato de manter um diário, em si, um tanto quanto gay. Por isso, direi que produzo relatos diários de um cotidiano, como uma carta a um amigo. Então, preciso de um nome forte, simples e corriqueiro: Austeróbilo. É isso. Afinal, todo mundo tem um amigo Austeróbilo, filho de pais criativos (que deveriam ser extintos).

*Autor dos livros ‘Minhas Grandes Coisas’ e ‘Fins de Semana & Feriados’


Fonte: http://jc.uol.com.br/coluna/diario-de-um-gordo-em-dieta/noticia/2009/03/06/austerobilo-181077.php

terça-feira, 24 de março de 2009

uma breve apresentação

Olás! Meu nome é Ana Paula, tenho 28 anos, sou mineira e adoro escrever. Sou professora de inglês e português. Gosto de música, literatura e internet. Falo pelos cotovelos. Adoro crianças. Sou chorona. Preciso de atenção, mas posso ser um pouco mimada. Adoro vermelho e preto e um dia eu vou falar francês. Não sei cozinhar e nem dirigir - AINDA - e também gostaria de aprender a tocar bateria. Nem sei daonde surgiu a idéia de criar o Mundo GG, afinal já temos muitos blogs e sites para escrever sobre gordos e para gordos mas de qualquer forma nenhum deles tem 100% a minha cara - que eu ainda não definí qual é, mas ei de me achar no caminho! - então eu resolví criar um canto só meu. No momento sem nenhuma expectativa e pretensão. Eu só quero mesmo é falar , trazer coisas novas, informações e eventualmente ajudar se alguém de mim precisar. E vamos em frente! Beijos.