terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mês da Consciência da Autoestima - Dia 10

Pessoal, desculpem o atraso, mas foi meu primeiro dia de volta ao trabalho, então imaginem, eu fiquei cansadíssima. Mas cá estou eu de volta com mais um passo do Mês da Consciência da Autoestima pra gente fazer juntos. Agora vamos escrever sobre a nossa relação com o nosso corpo e experiência de vida que tenham moldado essa relação (eu vou escrever um pouquinho para dar a vocês uma idéia). Escrevam o que vocês realmente pensam e sentem tendo em mente que tudo aquilo que fazem vocês se sentirem mal é exatamente o que vocês precisam para parar de se sentir mal. Beijos e qualquer experiência que vocês queiram relatar mande-nos um email!
Meu relato:


Quando eu penso em minha relação com o meu corpo eu primeiro tenho de traçar uma linha cronológica. Quando criança eu nunca me ví de forma gorda ou fora do padrão. Eu sempre soube que estava fora do padrão porque o mundo externo - leia-se as outras crianças - continuava a me lembrar sempre. Apelidos como "baleia" e "botijão de gás" sempre me incomodaram não por eu me achar gorda, mas por não entender porque as pessoas queriam me magoar. E então aos 8 anos eu fiz a minha primeira dieta que foi um completo fracasso. As pessoas não conseguiam me dizer não e eu acabava comendo o que queria. O olhar de piedade dos meus familiares também nunca ajudou muito, eu acabava chorando e quando eu chorava eu conseguia o que queria. Começava ai uma luta contra estar acima do peso. Durante a minha adolescência eu levei muito a sério as marcas da infância cheia de apelidinhos. Eu simplesmente me isolei, não queria contato e não tinha muitos amigos. Meu primeiro grau foi todo assim, minha única amiga era minha prima e quando eu estava com ela eu sentia que podia fazer tudo. Eu dançava e dançava muito, tinha muito fôlego e muita energia. Não guardo lembranças dessa fase que não sejam mesmo com minha prima. Quando fiquei mais velha, aos 16 anos, já no segundo grau eu comecei a ganhar mais personalidade e comecei a me gostar. Aconteceu uma coisa que fez minha autoestima dar aquele UP, um bonitinho da sala estava afim de mim. Mas como nada é perfeito, antes que eu pudesse me declarar apareceu outra na jogada - ele realmente era muuuuito gatinho - . A partir daí eu comecei a encarar com mais leveza a questão do sobrepeso, das aparências e comecei a delinear as pessoas que queria do meu lado pra amigos e namorados. Porque playbozinho que tira onda com menina em boate jamais seria meu tipo ideal né? Quando veio a faculdade eu de novo comecei a me encanar com milhões de coisas - até porque ainda não tinham rolado a famigerada experiência sexual porque eu era completamente medrosa e travada - até que viajei com uma amiga para praia. Nos primeiros dias eu surtei: me sentia muito mal sendo a única de maiô no meio das meninas bonitas de biquini. Fiquei um dia inteiro trancada esperando que o mau humor fosse embora. E eu não sei como, mas no dia seguinte, olhando as maravilhas do lugar eu pensei que não desperdiçaria nenhum minuto a mais da minha vida me sentindo miserável por ser quem eu era. Eu queria ser feliz e queria ser feliz o máximo que desse. Gordura, essa ia ter de se virar. O peso não ia mais atrapalhar a minha vida e nem me pedir de ter todas as experiências que eu quisesse - e elas foram maravilhosas, se é que vocês me entendem hehe -. Hoje eu enfrento um dilema: estou bastante acima do peso e por uma questão verdadeiramente de saúde eu preciso emagrecer. Não me sinto feio, nem gorda e nem péssima sendo o que sou, mas tenho medo de ter algum problema em consequência do sobrepeso então tenho consulta com um especialista porque esse peso terá de ir. Mas sem traumas, sem problemas e sem alarmes, é mesmo uma questão de saúde. Eu sou feliz como sou, sem precisar de balança ou fita métrica.

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